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Dia Internacional da Mulher 2026

🕒 2026-03-08 00:15h







Mulheres representam mais de metade do talento qualificado em Portugal, mas apenas 15,7% ocupam cargos de direção

● Portugal é o 3.º país europeu com maior percentagem de mulheres no emprego qualificado1, mas apenas 15,7% chega a cargos de direção
● O diferencial de rendimento médio mensal líquido situa-se nos 17,3%, com o fosso salarial a atingir os 29,6% em áreas como a saúde;
● Fosso salarial atinge o valor de 48,5% no setor do Desporto e Espetáculos em Portugal
● O talento feminino concentra-se em setores de “cuidados“ e serviços, dominando a saúde (16,5%) e a educação (12,9%), enquanto os homens se concentram na indústria e construção
● A proporção de mulheres a tempo parcial com crianças a cargo (8,5%) é mais do dobro da registada entre os homens (3,2%).

Lisboa, 8 de março de 2026 – As mulheres portuguesas detêm uma das maiores percentagens de capital humano qualificado da Europa (59,1%) somente atrás da Estónia e Letónia, no entanto, ocupam apenas 15,7% dos cargos de CEO e Executivos nas maiores empresas em Portugal. As conclusões são da mais recente análise da Randstad Research sobre “o talento feminino no mercado de trabalho“, lançada no âmbito do Dia Internacional da Mulher.

O estudo revela que a estrutura do emprego apresenta fronteiras de género muito nítidas. O talento feminino apresenta uma concentração tradicional no setor da saúde e apoio social (16,5%) e na educação (12,9%), enquanto os homens dominam setores de maior peso tecnológico e produtivo, como a indústria (21,2%) e a construção (12,6%). Esta segregação mostra que as barreiras e os estereótipos ainda limitam a diversidade e canalizam o talento para áreas distintas. O maior fosso salarial do país está na área de “Atividades artísticas, de espetáculos, desportivas e recreativas“ que apresenta uma disparidade de 48,5% a favor dos homens.

No campo financeiro, a diferença salarial também persiste: o diferencial de rendimento médio mensal líquido situa-se nos 17,3%, traduzindo-se numa disparidade de 205 euros entre a média masculina (1.388€) e a feminina (1.183€). Paralelamente, verifica-se que a assimetria na gestão do tempo de trabalho recai sobretudo sobre as mulheres. Estas representam 62,9% dos trabalhadores em part-time, sendo a proporção de mulheres a tempo parcial que têm crianças no agregado familiar de 8,5%, valor que contrasta com os residuais 3,2% registados no lado masculino.

“Estes dados comprovam que ainda existe um longo caminho a percorrer. Apesar de se ter feito um caminho próspero no Índice Global de Igualdade de Género e de termos uma fatia tão grande de talento altamente qualificado, a falha na progressão para lugares de topo, aliada à disparidade salarial e ao impacto dos cuidados familiares, deixa-nos o alerta de que a paridade real no mercado de trabalho ainda não se alcançou e que as empresas devem continuar a fazer um esforço por este caminho.”, destaca Isabel Roseiro, diretora de marketing da Randstad Portugal.

A disparidade de género no mercado de trabalho português
• O Gender Pay Gap atinge o valor mais elevado desde 2011 no setor da saúde e apoio social, chegando aos 29,6%.
• Em contraste, setores dominados por homens, como a construção, apresentam um gap negativo (-14,7%), indicando que as poucas mulheres presentes ocupam cargos técnicos ou de gestão mais bem remunerados do que a base operacional masculina.
• No regime de trabalho a tempo parcial, as principais razões apontadas pelas mulheres são os “cuidados a adultos com deficiência ou crianças“, enquanto para os homens pesa mais a justificação de “educação ou formação”.
Para mais informações, consulte www.randstad.pt/randstad-research.

Sobre a Randstad

A Randstad é a maior empresa de talento do mundo e um parceiro de eleição para os clientes. Estamos empenhados em proporcionar oportunidades equitativas a pessoas de todas as origens e ajudá-las a ser relevantes no mundo do trabalho de forma rápida e ágil. Temos profundo conhecimento do mercado de trabalho e ajudamos os nossos clientes a criar a força de trabalho de alta qualidade, diversificada e ágil que precisam para serem bem-sucedidos. Os nossos 46.000 empregados em todo o mundo têm um impacto positivo na sociedade, ajudando as pessoas a realizar o seu verdadeiro potencial ao longo da sua vida profissional.

Em Portugal, a Randstad é distinguida há dois anos com o Prémio Cinco Estrelas, um selo de qualidade para os seus clientes e candidatos, e desde há cinco com o prémio Top Employer, que reconhece o ambiente positivo e inovador para os seus colaboradores.

A Randstad foi fundada em 1960 e tem a sua sede em Diemen, Holanda. Em 2022, nos nossos 39 mercados, ajudámos mais de 2 milhões de pessoas a encontrar um emprego que ambicionam e aconselhámos mais de 230.000 clientes sobre as suas necessidades de talento. Criámos receitas no valor de 27,6 mil milhões de euros.






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