Santarém: Atribui pela primeira vez Chaves de Ouro da Cidade
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Câmara de Santarém atribui pela primeira vez Chaves de Ouro da Cidade
O Executivo Camarário deliberou por unanimidade, hoje, dia 16 de março, em Reunião do Executivo Municipal, atribuir pela primeira vez, as Chaves de Ouro da Cidade. Estas duas condecorações vão ser entregues a título póstumo, ao historiador Joaquim Veríssimo Serrão e ao Capitão Salgueiro Maia, as mais altas distinções de alto prestígio, no dia 19 de março, Dia de S. José – Feriado Municipal, às 18h00, no Convento de S. Francisco, conforme o Regulamento de Condecorações do Município, de harmonia com o Conselho da Medalha Municipal, que também deliberou atribuir as seguintes condecorações municipais:
A Câmara Municipal de Santarém, em harmonia com a deliberação tomada, condecora com as Chaves de Ouro da Cidade, Joaquim Veríssimo Serrão como um “Historiador insigne, mestre de gerações e incansável servidor da memória nacional, pelo excecional brilho e elevada autoridade intelectual com que, ao longo de uma vida inteiramente consagrada ao estudo e à escrita da História, honrou o nome de Santarém e engrandeceu Portugal” e o “Tenente-Coronel Fernando José Salgueiro Maia, oficial de excecional coragem, integridade e sentido do dever, que, à frente das forças militares sediadas em Santarém, protagonizou um dos momentos mais decisivos da história contemporânea de Portugal, contribuindo de forma determinante para o triunfo da Liberdade”.
João Teixeira Leite, Presidente da Câmara Municipal de Santarém afirmou ser uma honra não só para Santarém, como para Portugal e para o Mundo, ter dois homens que tudo fizeram e dedicaram a sua vida à causa pública. Salgueiro Maia “colocou a sua vida em risco, ao enfrentar o regime que vigorava até então e que com a sua coragem, instaurou a democracia em Portugal de que Santarém, como berço da Liberdade, tanto se orgulha”, enquanto o “Professor Veríssimo Serrão dedicou a sua vida ao serviço da História, com a sua arte de ensinar e que escreveu a História de Portugal, em 19 volumes”.
No âmbito desta cerimónia, inserida nas Festas de S. José, o Executivo Municipal vai ainda atribuir quatro medalhas de ouro, a Martinho Vicente Rodrigues, a Álvaro Pinto Correia, a Joaquim Neto e a Ricardo Gonçalves.
A Câmara Municipal de Santarém confere a Medalha de Ouro do Município a Ricardo Gonçalves, ex-Presidente do Município, “pelo elevado sentido de serviço público, dedicação à causa municipal e firme empenho no progresso e valorização de Santarém, tendo, no exercício das mais altas responsabilidades autárquicas, honrado a tradição histórica da comunidade Scalabitana e projetando-a com confiança no Futuro”.
A atribuição da Medalha de Ouro a Joaquim Neto, deve-se ao “elevado sentido de serviço público e dedicação à causa municipal, tendo exercido com distinção as funções de Presidente da Assembleia Municipal de Santarém, onde, com espírito de diálogo, sentido institucional e permanente compromisso com o bem comum, contribuiu para o fortalecimento da vida democrática e para a valorização do Município”.
Ao professor e historiador Martinho Vicente Rodrigues, também diretor do Centro de Investigação Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão, a autarquia Scalabitana atribui a Medalha de Ouro “pelo exemplo de dedicação académica e pelo relevante contributo prestado à História, tendo dedicado uma vida de serviço e compromisso com a terra que o acolheu, contribuído para a valorização da identidade com as centenas de escritos que perpetuou”.
Álvaro Pinto Correia vai ser condecorado, a título póstumo, “pelo notável contributo à vida social, económica e cultural da região de Santarém, tendo, ao longo da sua vida, demonstrado dedicação, competência e espírito de serviço público, promovendo o desenvolvimento da comunidade e perpetuando, através do seu exemplo, a identidade, o progresso e a dignidade da cidade e do concelho. Um filho da nossa Terra”.
A Medalha de Honra do Município vai ser atribuída a Carlos Beato “por se ter distinguido como verdadeiro Capitão de Abril, pela bravura, coragem e destemor com que participou na defesa da liberdade e da democracia, deixando um exemplo perene de lealdade à Pátria e firmeza de carácter, que inspira as gerações presentes e futuras de Santarém e de Portugal”.
As Medalhas de Mérito são atribuídas a João Arrais, ao Círculo Cultural Scalabitano, à Livraria Aqui Há Gato, a Herman José, ao Correio do Ribatejo, à Taberna do Quinzena, a António Pardelhas, a Mariana Viegas e a Ângelo Nobre.
O Círculo Cultural Scalabitano vai receber a medalha de mérito pelo “espírito de renovação, após setenta anos da Medalha de Ouro, pela longevidade, e pela dignificação e prestigiação da Cultura e da Arte de Santarém.
António Pardelhas, Presidente do Vitória Clube de Santarém, recebe a medalha de mérito “pelos relevantes feitos associativos e desportivos, tendo, com dedicação, esforço incansável e exemplo constante, contribuído para a formação de milhares de jovens, transmitindo valores de cidadania, solidariedade, disciplina e espírito coletivo, deixando uma marca duradoura no desporto, na vida associativa e na comunidade Scalabitana, inspirando gerações presentes e futuras a seguir o mesmo caminho de compromisso e entrega”.
A Herman José é conferida a medalha de mérito do Município, “pelo humor, irreverência e talento únicos que, ao longo de décadas, marcou gerações, inspirou sorrisos e defendeu a liberdade que Santarém ajudou a formar, tornando-se um farol de criatividade e coragem cultural”.
Ao Jornal Correio do Ribatejo, a medalha é atribuída “pelos 135 anos de história e serviço à comunidade, renovando a distinção de 1966, há sessenta anos, em reconhecimento à sua dedicação à liberdade de expressão e à informação. Uma presença que se perpetua na vida dos Scalabitanos e dos Ribatejanos”.
A Taberna do Quinzena recebe esta distinção “pelo papel ímpar na vida social e cultural de Santarém, como espaço de encontro, convivialidade e preservação das tradições locais, que ao longo dos anos se afirmou como a verdadeira Catedral da Gastronomia Ribatejana, cultivando o espírito de amizade, partilha e prazer gastronómico entre os Scalabitanos”.
João Arrais recebe a medalha “pelo talento ímpar e dedicação artística, que, como filho da terra, leva o nome de Santarém a palcos nacionais, enriquecendo a cultura portuguesa com a sua presença, técnica e entrega. Pelo exemplo de excelência e amor a Santarém, exemplo da sua geração na arte dramática”.
Já Mariana Viegas, que dedicou a vida ao estudo, à pedagogia, ao ensino, recebe a condecoração, a título póstumo, “pela coragem, talento e pioneirismo cultural, que, ao longo de uma vida extraordinária, explorou novos horizontes e dedicou-se à educação e à literatura infanto-juvenil, inspirando gerações, deixando em Santarém e em Portugal uma marca indelével de cultura, coragem e espírito inovador”.
O médico Ângelo Nobre recebe o título “por ser filho da terra e jamais esquecer o seu Município, que, com dedicação, competência e humanidade, se destacou na Medicina e no cuidado da vida, promovendo o bem-estar e a saúde. Pelo exemplo de serviço, compromisso e excelência profissional, deixa um legado de confiança, ética e amor à sua terra que o viu crescer, inspirando gerações presentes e futuras”.
As medalhas de Altruísmo são atribuídas ao Lar de Santo António da Cidade de Santarém e às Misericórdias de Alcanede, Pernes e Santarém.
Às Santa, a Casa da Misericórdia de Santarém, de Pernes e de Alcanede “pelo contínuo e generoso serviço à comunidade que, ao longo dos anos, tem promovido a solidariedade, amparado os mais necessitados e reforçado os laços de humanidade e compaixão no Concelho. Pelo exemplo de dedicação, coragem e altruísmo, deixa um legado duradouro de cuidado, responsabilidade social e nobreza de espírito, fortalecendo a identidade e a coesão da comunidade Scalabitana”;
O Lar de Santo António da Cidade de Santarém, recebe a condecoração pelo cuidado exemplar das crianças e pela dedicação ao seu bem-estar, que, com amor, responsabilidade e empenho, contribui para o futuro de Santarém, reafirmando que as crianças são a esperança e um alicerce da comunidade. Por um legado de solidariedade, humanidade e confiança no amanhã de Santarém.