Arrancam as escavações arqueológicas no Concheiro do Cabeço da Amoreira, em Muge
Teve início a campanha de escavações arqueológicas de 2026 no Concheiro do Cabeço da Amoreira, um dos concheiros mesolíticos de Muge, em terrenos da Casa Cadaval. Os trabalhos são desenvolvidos por uma equipa internacional coordenada pela arqueóloga Célia Gonçalves, investigadora do ICArEHB – Centro Interdisciplinar de Arqueologia e Evolução do Comportamento Humano da Universidade do Algarve.
Com cerca de 8.000 anos, os Concheiros de Muge constituem um dos mais importantes conjuntos arqueológicos da Pré-História europeia, testemunhando o modo de vida das últimas comunidades de caçadores-recoletores que habitaram o vale do Tejo. Classificados como Monumento Nacional, representam um património de elevado valor científico e histórico, sendo reconhecidos internacionalmente pela sua relevância para o estudo das primeiras comunidades humanas da Península Ibérica.
A campanha de 2026 dá continuidade ao programa de investigação que o ICArEHB desenvolve no local há vários anos, contribuindo para aprofundar o conhecimento sobre a ocupação humana do território durante o Mesolítico e reforçando a valorização deste importante património arqueológico.
No âmbito da campanha, os investigadores vão também promover visitas guiadas ao Centro de Interpretação dos Concheiros de Muge e ao laboratório MUGE.lab, instalado na Casa do Povo de Muge, onde os visitantes poderão acompanhar de perto o trabalho científico desenvolvido e conhecer as metodologias utilizadas na investigação arqueológica.
As visitas realizam-se de segunda a sexta-feira, entre as 14h30 e as 17h30, até 31 de julho, de 10 a 21 de agosto e de 31 de agosto a 12 de setembro. Ao sábado, as visitas decorrem a partir das 14h30. As entradas são gratuitas.