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Incêndios de verão: oito cuidados essenciais

🕒 13:13h


Incêndios de verão: oito cuidados essenciais para quem faz oxigenoterapia em casa





Com a chegada dos meses de maior risco de incêndio em Portugal, a Linde Saúde chama a atenção para os efeitos que a exposição ao fumo, às partículas finas e aos gases tóxicos pode ter na saúde respiratória, em especial nas pessoas com doença respiratória crónica que dependem de terapias respiratórias domiciliárias, como a oxigenoterapia.

Os incêndios florestais são uma das principais causas de degradação da qualidade do ar durante o verão e podem desencadear ou agravar sintomas respiratórios, mesmo a vários quilómetros dos focos ativos. Neste contexto, a Linde Saúde recomenda oito medidas preventivas para proteger a saúde e manter os tratamentos respiratórios no domicílio:

1. Permaneça em espaços fechados – sempre que possível e em segurança, fique em locais afastados das zonas afetadas, com portas e janelas fechadas, e evite atividades que aumentem a poluição do ar dentro de casa, como fumar, acender velas ou utilizar equipamentos a gás ou a lenha;

2. Use purificadores de ar com filtros HEPA – estes equipamentos podem ajudar a reduzir a concentração de partículas nocivas no interior da habitação;

3. Utilize máscaras de proteção N95, caso tenha de sair – quando for indispensável sair, a máscara ajuda a reduzir a inalação de partículas finas presentes no fumo;

4. Em deslocações de carro, mantenha as janelas fechadas e use o ar condicionado em modo de recirculação;

5. Mantenha o equipamento de oxigénio afastado de calor e chamas – para quem faz oxigenoterapia, a segurança do dispositivo é essencial durante períodos de incêndio, uma vez que o oxigénio aumenta o risco de combustão;

6. Garanta uma solução de reserva para, no mínimo, um dia – é importante assegurar uma alternativa em caso de falha elétrica, como equipamentos portáteis com bateria ou garrafas de oxigénio de reserva, acessíveis e com autonomia suficiente para pelo menos um dia completo de tratamento;

7. Em caso de evacuação, sempre que as condições de segurança o permitam, isole a fonte de oxigénio e informe o 112 da existência de oxigénio medicinal no domicílio;

8. Procure ajuda médica se os sintomas agravarem – em caso de falta de ar, tosse persistente, pieira ou sensação de ardor nas vias respiratórias, deve procurar assistência médica. Mesmo sem sinais imediatos, uma exposição relevante ao fumo pode justificar avaliação por precaução.

“Durante os incêndios, o fumo pode ter um impacto significativo nas pessoas com doença respiratória crónica. Além de seguirem as recomendações de proteção, é importante que estes doentes e os seus cuidadores tenham um plano de contingência preparado: saber onde está a garrafa de oxigénio de reserva, garantir que as baterias estão carregadas e procurar ajuda médica ao primeiro sinal de agravamento. Nestes períodos, a prioridade da Linde Saúde é assegurar que nenhum doente fica sem o apoio de que necessita, através do reforço das nossas equipas de assistência e de orientações claras e práticas. Pedimos a estes doentes e às suas famílias que adotem estas medidas e contactem a nossa linha de apoio permanente sempre que precisarem”, afirma Tiago Esteves, diretor-executivo da Linde Homecare Europa e diretor-geral da Linde Saúde Portugal.

Idosos, crianças, grávidas e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares crónicas são grupos mais vulneráveis aos efeitos da poluição provocada pelos incêndios e devem seguir estas recomendações com especial atenção.









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