Azambuja exige mais investimento em infraestruturas rodoviárias
🕒 2026-06-04 21:33h
Azambuja exige ao Estado mais investimento em infraestruturas rodoviárias no concelho
A Câmara Municipal de Azambuja acompanha com elevada preocupação a entrada em vigor das restrições à circulação de veículos pesados na cidade do Cartaxo, pelo impacto direto que esta decisão poderá produzir sobre a atividade económica instalada no Concelho de Azambuja, em particular sobre a logística, a distribuição, a indústria e o abastecimento regional e nacional.
A Autarquia está, inequivocamente, do lado das suas empresas, dos seus trabalhadores, dos operadores económicos que aqui investem, produzem, armazenam, distribuem e criam emprego, e de todos aqueles que dependem de acessos rodoviários funcionais para manter a sua atividade.
Este não é apenas um problema de trânsito local. Azambuja desempenha um papel estratégico na cadeia de abastecimento do país, sendo esta uma questão de interesse nacional, de competitividade territorial, de segurança rodoviária e de confiança institucional.
O Município de Azambuja não considera aceitável que decisões tomadas sem o devido enquadramento estrutural acabem por transferir para os territórios vizinhos uma pressão de tráfego ainda maior, tornando insustentável a circulação em eixos críticos como a ligação Azambuja / Vila Nova da Rainha / Carregado.
Importa afirmar com clareza que este problema não pode continuar a ser tratado apenas ao nível municipal. Não se pode exigir aos municípios que resolvam, com recursos locais, um problema que resulta da ausência de investimento do Estado em infraestruturas rodoviárias fundamentais para toda a região e para o país.
O Estado e a Infraestruturas de Portugal têm de assumir as suas responsabilidades e avançar, com urgência, para soluções estruturais há muito reivindicadas, nomeadamente:
– a construção da alternativa à EN3;
– a criação da rotunda em Vila Nova da Rainha;
– e a concretização de um novo acesso à A1.
Os constrangimentos anunciados à circulação rodoviária terão impactos diretos na cadeia de abastecimento regional e nacional, afetando empresas, trabalhadores, transportes e o normal funcionamento da economia.
O Município de Azambuja continuará a defender os interesses da sua população, das suas empresas e da região, juntando esforços com todas as entidades relevantes para exigir ao Governo e à Infraestruturas de Portugal respostas concretas, investimento efetivo e soluções duradouras.
Não é localmente que se resolve um problema desta dimensão. Trata-se de uma questão regional e nacional, que exige responsabilidade, planeamento e ação por parte do Estado.