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Azambuja “o armazém de Portugal” exige um plano para que o país nunca pare

🕒 10:49h


Azambuja reuniu 20 empresas de logística e distribuição: “o armazém de Portugal” exige um plano para que o país nunca pare





Encontro promovido pelo Município juntou os principais operadores nacionais e a APED no Museu Municipal, num exercício de duas horas: ouvir, quantificar e preparar um plano de ação.

O Município de Azambuja promoveu, esta quarta-feira, um Encontro com Empresários da Distribuição e Logística que reuniu 20 empresas do setor — entre as quais os principais operadores de retalho, transporte e logística a atuar em Portugal — e contou ainda com a presença da APED (Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição), das Juntas de Freguesia de Azambuja e de Aveiras de Baixo. Durante duas horas, no Museu Municipal, debateram-se as várias questões que estão em cima da mesa para o setor, num momento em que as recentes alterações à circulação de veículos pesados na região vieram acentuar a pressão sobre os acessos ao concelho.

O encontro assumiu desde o início um propósito executivo — ouvir, quantificar, decidir e agir — e cumpriu-o: as empresas partilharam, de forma estruturada, dados concretos sobre volumes de tráfego, horários críticos, rotas alternativas e custos operacionais acrescidos, que o município irá agora consolidar num diagnóstico rigoroso e numa posição institucional assente em evidência.

Cadeia de abastecimento nacional

Ao longo do debate ficou clara a dimensão nacional do que está em causa. O Concelho de Azambuja é hoje, verdadeiramente, o armazém de Portugal: é a partir das suas plataformas logísticas que se abastece diariamente o país, dos bens alimentares aos produtos farmacêuticos. É aqui que se concentra o principal agente de abastecimento nacional — e é por isso que a fiabilidade dos seus acessos rodoviários não pode ser tratada como uma questão local.

Os participantes sublinharam a fragilidade de um sistema que depende, de forma quase exclusiva, do eixo Azambuja–Carregado como alternativa de escoamento. Perante um acontecimento fora do normal — um acidente grave, uma intempérie, uma obra de emergência — que interrompa este corredor, Portugal ficará impedido de fazer chegar os produtos às casas das famílias.

Foi este o alerta que uniu a sala: têm de existir planos para que, um dia, Portugal não pare por não existirem soluções para a saída de produtos alimentares e farmacêuticos. “Não é um problema de Azambuja. É um problema nacional, e tem de ser resolvido como tal“, foi a convicção partilhada pelos presentes, que apontaram a necessidade de soluções de redundância viária, de investimento nos acessos à plataforma logística e de um planeamento de contingência à escala do país.





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