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ULS Médio Tejo realiza 50ª cirurgia robótica no Hospital de Tomar

🕒 14:10h







A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo (ULS Médio Tejo) atingiu esta semana um novo marco na cirurgia robótica, com a realização, no Hospital de Tomar, da 50ª intervenção num utente com doença oncológica. A chegada às 50 cirurgias robóticas reflete a consolidação de uma tecnologia que, em cerca de sete meses, passou das primeiras intervenções para uma presença crescente na atividade cirúrgica da instituição, conquistando a confiança dos utentes e permitindo realizar cirurgias mais precisas e minimamente invasivas, com recuperações mais rápidas.

A cirurgia robótica arrancou de forma faseada na ULS Médio Tejo. Num primeiro momento envolveu as equipas e distintos procedimentos de Cirurgia Geral, tendo sido posteriormente alargado à especialidade de Urologia.

“Atingir a fasquia das 50 cirurgias é naturalmente motivo de grande satisfação para toda a equipa, mas aquilo que verdadeiramente importa são os 50 doentes que pudemos tratar recorrendo a esta tecnologia. Cada intervenção representa uma pessoa, uma história clínica e uma equipa inteira mobilizada para lhe proporcionar o melhor tratamento possível”, destaca Firmo Mineiro, médico cirurgião, responsável pelo Departamento Cirúrgico da ULS Médio Tejo.

A cirurgia assistida por robô constitui uma evolução das técnicas cirúrgicas minimamente invasivas. O cirurgião mantém, em todos os momentos, o controlo integral da intervenção, operando a partir de uma consola. O sistema reproduz os seus movimentos com elevada precisão e proporciona uma visão tridimensional ampliada do campo operatório, facilitando a execução de gestos cirúrgicos complexos e a preservação de estruturas anatómicas.

Estas características assumem especial relevância em cirurgia oncológica, em que a precisão é determinante. Para os doentes, a abordagem minimamente invasiva pode ainda traduzir-se, consoante o procedimento e a situação clínica, em menor perda de sangue, menor tempo de internamento e recuperação mais rápida comparativamente à cirurgia aberta.

“As 50 cirurgias representam muito mais do que um marco numérico. Significam que um investimento em tecnologia diferenciada se transformou em conhecimento, experiência das nossas equipas e capacidade efetiva para disponibilizar cuidados mais diferenciados aos nossos utentes”, afirma Casimiro Ramos, Presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo. O responsável sublinha ainda que a instituição está já a criar condições para aumentar a atividade: “As obras que iniciámos em agosto no Bloco Operatório do Hospital de Torres Novas vão permitir transferir para esta unidade uma parte da atividade cirúrgica atualmente realizada em Tomar. Com esta reorganização, queremos libertar e aumentar os tempos de bloco disponíveis no Hospital de Tomar para a cirurgia assistida por robô, potenciando a utilização deste investimento e permitindo que mais doentes possam beneficiar desta tecnologia.”








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